Memórias e narrativas
Mas eu realmente comecei a pensar nisso...
eu sei que eu ainda sou muito jovem...mas fiquei pensando: quem vai contar a minha vida quando eu me for? uma vida pode ser contada? qual o propósito de se contar uma vida?
Nós lidamos o tempo todo com as coletividades, com o social...que não percebemos que atrás da superfície dos rios, existem águas muito mais profundas que não se mostram, pelo menos não a quem não está disposto a se molhar...e tudo por causa da pretensão à cientificidade.
Tá certo que quem não quer se adequar, que vá escrever romances...mas a vontade de ser científico, de entender as ‘estruturas’ relega p/ um segundo plano as particularidades, e passamos a entender as coisas a partir de generalizações...uma batalha passa a ser somente uma batalha...e joãos, joaquins, robertos passam a ser contigentes...
Nesse sentido o filme “Nós que aqui estamos, por vós esperamos” é exemplar... já que ele passeia pela “História” do século XX, mas através da ótica dos indivíduos...
Porque afinal de contas, o que nós fazemos é fuçar sepulturas...e tolos, ao pensarmos que estamos procurando o passado..estamos é conhecendo o futuro.
