Domingo, Março 19, 2006

agora é a vez do "padrinho": texto de Diego P.

mais um texto comemorativo(eita, comemoração q não acaba..rs)..agora é a vez do "padrinho" desse blog aqui...com vcs...o autor do "Sonambulismo"....Diego P.

Título: Os emos não prestam
by Diego P.

Me pediram para falar sobre o Cronicamente Inviável. Bom, o que eu acho dele?
Sabe como é, de certa forma eu ajudei na criação dessa criança. Sou meio que o pai desse blog. Como pai pode acabar insinuando alguma relação sexual entre mim e o Falcão, digamos que eu sou o padrinho. Sim, sempre gostei de ser padrinho, assim agora eu posso usar um chapéu super style e falar inglês com sotaque italiano. E nosso afilhado é sempre o filhote mais fofinho da floresta.

Quando a gente passeia pelos blogs, de cada 3, um tem sempre a descrição de "devaneios de uma mente pertubada". É impressionante como tem tanta mente pertubada nesse mundo. E de tão pertubadas, elas se copiam, e todos acabam tendo devaneios. Meu Deus, é uma epidemia!

Não, não é uma epidemia, são apenas Emos. Falsos, que acham que podem assim comprar uma postura de revoltados contra o mundo, contra os pais e contra o Disk MTV. Mal sabem eles que o mundo está pouco se lixando para o que eles pensam, os pais nunca conseguem entender o que eles pensam e que a apresentadora do Disk MTV não pensa, simples assim. Esses Emos deviam conhecer o Cronicamente. Porque aqui sim, tem devaneios de uma mente originalmente pertubada, que não precisou usar drogas ou ouvir Blink 182 para ficar assim. Autismo de verdade.

Tem coisa mais divertida que ler um post do Falcão que começa falando sobre música e termina na sociedade italiana? Tá, tem sim, mas os textos do Falcão ao menos servem para nos deixar pensando, e só. Ou vocês já tiraram alguma conclusão lendo esse blog? Eu não, acho que aqui é meio que uma prova de filosofia: Como todos sabem, em uma prova de filosofia se você responder algo, está errado. A sua nota vai ser do tamanho da sua capacidade de escrever sem chegar a nenhuma conclusão. Pensamentos soltos, livres, como deveriam ser. O Falcão consegue achar um atalho entre o pensar e o falar que eu não consigo, que muita gente não consegue. Ele de vez em quando até tenta, mas acaba esbarrando em um dos muitos três pontinhos que habitam esses neurônios.

Como presente ao blog, ia dar um logotipo para ele, mas meu computador queimou e meu tempo na Lan está acabando. Fica para o Dia das Mães. Ao Falcão, toda a sorte de sucesso e não-respostas que ele puder. Porque autismo é isso aí, Emos e Rain Man são pura fantasia.

Sábado, Março 11, 2006

+ comemorações

...E as comemorações continuam...
acabo de receber mais um texto em homenagem ao aniversário do "Cronicamente"...dessa vez é a minha digníssima namorada(q não é a divagação..rs) q resolveu dar uma moral pro blog...rs
muito legal isso..se dependesse de mim só ficava publicando texto dos outros..acho q sou muito mais editor q escritor..rsrsrs
mas vamos lá...

Amor a primeira lida

By Elaine

Eu conheço esse blog há pouco tempo e tive muito prazer em descobrir essas linhas que guardam sentimentos tão profundos. Rodrigo você pode até achar que escreve bobagens, entretanto, você conseguiu expressar com muito bom humor as coisas que nos amarguram e outras que abordam o cotidiano.
Muitos dos textos que li demonstram muito da sua personalidade. Você é um misto de sentimentos que parecem estar em ebulição, lutando constantemente para superar um ao outro. Mas um sempre é constante, o seu bom humor. Ele sem dúvida me conquistou e tem feito de nossa relação uma coisa prazerosa. Mas estou aqui para falar de seu blog, mas falar dele é falar de você. Você não consegue ser falso, demonstra sempre o que sente, ficando estampado no seu rosto e agora nesse último ano escrito no seu blog.
Não deixe de escrever nunca, seja aqui no seu blog, ou em qualquer lugar, porque seus escritos trazem muito prazer para quem os lê. Pois, eu dei boas risadas, e também me emocionei bastante, porque você conseguiu aflorar em mim algumas recordações que estavam guardadas. Meus parabéns por este ano de escritos no seu blog. Valeu pelas emoções. Beijos mil, te adoro muito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Domingo, Março 05, 2006

aniversário do blog: texto comemorativo escrito por Jun1or..(leiam!)

Semana passada foi aniversário de um ano desse blog e, embora isso possa parecer pouca coisa, p/ mim significa uma grande vitória, já que nunca consegui levar um blog adiante: sempre desistia após as férias...mas não vamos falar do que não deu certo...vamos falar desse blog; que apesar de pouca gente ler me proporciona grande contentamento às vezes..como, por exemplo, agora, nesse aniversário, onde um grande amigo escreveu um texto comemorativo...
Fiquem agora como um texto do Jún1or, autor do “o Incomensurável”, um dos epígonos do “Cronicamente”, fato que por si só já faria esse blog aqui valer a pena...

Cronicamente: a origem
by Jún1or

Quarta-feira, 9 de fevereiro de 2005. O dia levantou-se como um beberrão qualquer: confuso e incerto. O carnaval havia cruzado a linha de chegada e restavam apenas as cinzas. O Rio voltava ao normal depois de toda a libertinagem de quatro dias, mas em uma isolada região da estado do Rio de Janeiro alguém estava mudado. Ali, no distante município de Seropédica, que por sinal fica longe pra burro, um cara havia acabado de ser acordado pelo seu dicionário. Ele sonhava que era um dos Los Hermanos, estava quase terminando de fazer dancinhas alá Amarante, quando o super ultra hiper grande e gigantesco dicionário Aurélio, presente de sua tia avó de quinquagézimo terceiro grau, caiu em sua cabeça. Ele abriu os olhos e deu de cara com a palavra divagação: foi amor à primeira vista. A divagação, com seu jeito misterioso, conquistou o rapaz logo de cara. A partir dali os dois nunca mais se separaram. Eram passeios, dias e noites preenchidos por uma perfeita união, encontros secretos e públicos e uma vontade inexplicável de formar uma só pessoa.
Seus pais estranharam um pouco o apego excessivo ao dicionário. Seus amigos sentiram a sua ausência. Os vizinhos elaboraram a teoria de que o rapaz era um biblilófilo, um tarado por livros. Sua namorada terminou a relação assim que flagrou a divagação na sua cama. Até mesmo sua cachorrinha vira-lata sentiu a mudança naquele até então rapaz comum. Todos tentavam explicar o comportamento estranho do garoto do dicionário, como ele ficou conhecido na região. Ele, ocupado com sua divagação, dizia apenas que era o amor, simplesmente o amor e nada mais.
Um dia, por um acaso do destino, ele abriu o dicionário em uma página errada. Encontrou a elucubração e gostou tanto dela, que os dois passaram a encontrar-se escondidos todas as madrugadas. Depois, deu de cara com o pudor, mas rapidamente o abandonou. Descobriu a libertinagem e tudo mudou. Não abandonou a divagação, mas agora ele queria mais e mais. Explorou toda a plenitude do seu dicionário e o prazer foi sua recompensa. Todo dia ele encontrava-se com um verbete diferente, as vezes até três. Taciturno, Macambúzio, abnegação, inclemente, alentador, catarse; todos passaram por sua escrivaninha e ali mesmo, ele os possuía. Eram madrugadas inteiras misturando-se gostosamente a todo o conteúdo do dicionário.
Um dia achou o publicar, um cara muito comunicativo e com sérios problemas para guardar segredo. Publicar, juntou–se com persuação para convencer aquele pacato rapaz de que de nada valia roçar a língua em todos aqueles verbetes, se ele não contasse para todos. É como comer a Luma de oliveira e não falar para ninguém, disse-lhe Persuação. Naquele mesmo dia, aquele rapaz do interior teve um sonho um tanto quanto estranho. Nele, haviam várias letras dançantes que após executarem uma coreografia para “YMCA” do Village people, formavam as palavras “CRONICAMENTE INVIÁVEL”. Um diretor de cinema havia tido o mesmo sonho alguns anos antes. Ele fez um filme; o pacato rapaz da nossa história resolveu fazer um blog.
Assim, no dia 26 de fevereiro de 2005, Rodrigo Falcão, suas divagações, elucubrações, alucinações e outras palavras diferentes, chegaram ao conhecimento de todo o mundo. O dicionário ainda está lá e cada dia Falcão deita-se com um verbete diferente. O único defeito daquele imenso livro está na letra I, onde o verbete incomensurável desapareceu misteriosamente, após alguns meses de blog.
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