Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

Sobre casamentos, animais e outros mais...

Sábado eu assisti à um casamento. E assisti como se fizesse um safári pela África, me espantando com os hábitos mais exóticos dos mais exóticos animais. Sim, porque o casamento é um dos hábitos mais exóticos desse animal fascinante que é o ser humano.
Todo mundo já presenciou milhares de casamentos, seja na ficção, seja na realidade, talvez por isso, ninguém tenha parado para pensar no quão pomposa e patética é essa famigerada cerimônia.
Um casamento desperta as mais diversas emoções nos espectadores, do suspense quando o padre/pastor pergunta: “se alguém tem alguma coisa que impeça a realização desse casamento, fale agora, ou cale-se para sempre” (caraca, o cara que inventou essa frase era um maluco do meio do entretenimento, não é possível, ô frase pomposa e francamente feita para gerar emoção, a gente sempre fica na expectativa de que alguém diga: ‘-eu, esse homem não pode casar porque ele já é casado!’, embora eu só tenha presenciado isso na ficção. Droga! rs); ao ápice da cerimônia, que convenhamos é quando a noiva, que sempre está atrasada, entra na Igreja ao som da marcha nupcial, é muito bonito realmente.
Bom, no casamento que eu assisti deve-se fazer a ressalva que faltou uma das partes mais bizarras e divertidas de um casamento: o momento em que a noiva joga o buquê. Várias mulheres se estapeando por um punhado de flores.
Fiquei frustrado. Foi como se tivesse ido num safári na África e não tivesse visto uma manada de elefantes.
Humpf!

Domingo, Janeiro 15, 2006

A verdade sobre o calor...

Quando um cronista europeu ao visitar o país no século XIX comentou que: “esse país não produzirá nada de valoroso p/ a humanidade, simplesmente, porque esse calor diminui drasticamente a possibilidade de reflexão inerente ao ato criativo”, ele não imaginava o advento de engenhocas como o aparelho de ar-condicionado e outros mais...
No entanto, o sentimento de que o calor é um empecilho p/ o desenvolvimento de qualquer povo está mais vivo do que nunca, mas não mais num cronista europeu, o que hoje, como ontem, poderia ser considerado preconceito, mas num arremedo de cronista nativo, que ao contrário da grande massa no país, não considera tempo “bom” quando o sol brilha inclemente..mas sim quando somos agraciados com a dádiva de um dia nublado ou chuvoso...
A imagem de que o calor é positivo é mais uma criação distorcida da mídia, que só reforça os valores da classe dominante...
Sim, porque o calor só é positivo p/ quem pode ficar no ar-condicionado o dia todo...ou viver na beira da praia tomando suquinho de limão...
Porque p/ o pobre cidadão comum como eu, o calor é infernal...mina qualquer possibilidade de bons pensamentos e sentimentos...talvez tenha até a ver com o alto índice de criminalidade no país...
Sim, porque o calor é degradante mesmo...
Por isso Cristo pode ser mesmo considerado ‘O filho de Deus’....no puta calor que ele viveu e ainda pregava a paz e a tolerância, o cara era mesmo um santo...coisa que não acontecia ao seus conterrâneos..qualquer coisinha era:’-vamos crucificar!’
Por isso a própria imagem do calor está associada ao inferno...
viver no calor pela eternidade:
Tem castigo pior????
Por isso eu afirmo:
Calor, o principal vilão da humanidade
E tenho dito...

Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

Teoria das muletas

Essa é uma simplificação banal q eu fiz qdo eu tinha sei-lá-quantos-anos, que explica(va) o vazio que eu sinto(sentia) diante de todas as possibilidades q a vida oferece(ia) a um homem mediano como eu...
A teoria das muletas acredita q tudo, absolutamente tudo, q o ser humano utiliza p/ preencher o absurdo da existência não passam de muletas...das mais prosaicas, tipo: carreira, às mais ‘profundas’, tipo: religião, amor etc...
O homem segundo a teoria das muletas é um aleijado que não pode encarar a realidade da existência sozinho..precisa sempre delas p/ suportar...p/ esquecer...a verdade.
A verdade que estamos caminhando pro nada...e que nada, realmente nada importa..nem mesmo o nada..q eu digo q importa nem ele mesmo importa...
Pode parecer meio niilista essa teoria esdrúxula e patética, mas ela mesma é, no seu íntimo:
uma muleta
Uma imbecil e patética muleta
Oq só confirma a minha teoria

Domingo, Janeiro 01, 2006

O primeiro do ano...

O q há de especial em ser o primeiro do ano?
Não sei...
Não sei nem oq faz alguém ou alguma coisa ser especial...
Oq é especial?
Parece espacial...mas não é...
Segundo o ‘pai dos burros’:
especial: 1.Relativo à uma espécie; próprio, específico. 2.Exclusivo, reservado. 3.Fora do comum.
Engraçado, quando eu fui escrever esse primeiro post do ano eu pensei...vou provar que ele não tem nada de especial...mas agora visto essas definições..eu acho q esse post é um post muito especial sim...
Pois, esse post capenga é um senhor reservado, taciturno, macambúzio(ter o dicionário ao lado é tão legal, rs)... que achou toda a celebração desse fim de ano um suplício...sem contar, a responsabilidade de ser ele, tão avesso a esse tipo de coisa, o primeiro do ano...
uma possível amostra do que pode vir ou não...resultado de muita cidra barata, e o pior...
com a torpe obrigação de ser esperançoso...de acreditar no ano que chega...
Porém, por quê? Se ele, pobre post primeiro do ano...acaba por aqui...sem futuro, sem pretensões, quem sabe aliviado por não ter mais importância ser o primeiro do ano...
Quer saber?....
Ele é quem tem sorte, realmente...
eXTReMe Tracker