Segunda-feira, Maio 30, 2005

Regras p/ se ouvir a “coisa certa”...

Como o post anterior falou sobre essa coisa toda...bem, mal, valores e coisa e tal...nesse post eu pretendo falar sobre essa distinção de valores aplicada à cultura popular, no caso específico do post de hoje: a música....
Já repararam como distinguem a boa música da má música? Engraçado isso né?...eu sempre achei, pelo menos...
Como se tivesse uma música certa, boa....e uma música má...
Todos (sem exceção) se arvoram em juízes nessa questão...isso é boa música...ou então, isso não presta...
Mas, sabe o que eu acho mais engraçado?
É como gostar de determinado tipo de música ou artista serve p/ te distinguir....é como se o ditado certo fosse esse “diga-me o que ouve e eu te direi quem és”... é sério...vc é determinado pelo que gosta de ouvir...
Quer ver??
Quem gosta de Chico Buarque, por exemplo, ou simplesmente, só disser que gosta, está a um passo de ser tachado de cool....é...tente só p/ ver...pega bem
Já pagode não...ninguém gosta de pagode..ou pelo menos, se gosta não declara publicamente...é feio, démodé, pega muito mal....vc vai ser tachado de alienado com mal gosto p/ música......todo mundo só gosta de “samba de raiz”...é... é cult...
Outro parecido com o pagode é o funk... - “ihh...isso é música vulgar...não p/ gente com gosto p/ música como eu”...é o discurso clássico...ah não ser que vc trabalhe com antropologia, ou coisa do gênero..aí é só dizer que ouve por “curiosidade cientifica”...pega bem...vai por mim...
O que mais me impressiona nisso tudo é que todo tipo de música ou artista p/ ser afirmado socialmente precisa de um discurso que argumente sua validade...enquanto tal...
Engraçado né?...p/ mim p/ gostar de determinada música ou artista só precisava ter ouvidos...mas não...engano meu... é necessário que “um grupo de pessoas que(pensam que) sabem mais do que as outras” valide seu gosto como “bom gosto”..se vc gostar das coisas certas....e disser isso em alto e bom som...
Pronto... vc é um eleito....está no time....

Segunda-feira, Maio 23, 2005

Idéias, ações e intenções....

Sexta-feira, eu realizava minha viagem intermunicipal diária, à tarde, voltando p/ casa de ônibus, havia eu conseguido um assento e não realizaria a viagem em pé...no entanto, muitas outras pessoas não tiveram a mesma sorte que eu..e realizariam o percurso em pé...espremidas, tal qual sardinhas em lata.
Foi então, que no meio da viagem, por um momento, eu saí da letargia do meu walk-men e olhei p/ a senhora que estava em pé ao meu lado...e consegui perceber nos seus olhos o cansaço de um dia de trabalho...e decidi porventura ceder meu assento p/ seu descanso...foi então que aconteceu...fui invadido por culpa....e reflexões.
Constatei que minha intenção e minha ação haviam sido boas, porém a idéia que baseou o meu ato não...só cedi o lugar à senhora por ela ser mulher...(o meu arraigado machismo)...nunca cederia lugar p/ um homem...coisa besta...mas, que no entanto, é pré-refelexiva...o que Freud chamara outrora de “superego”.
No fim da viagem ela me agradeceu e disse que trabalhara em pé o dia inteiro e que trabalharia mais quando chegasse em casa...e que meu ato havia permitido um momento precioso de descanso ao seu dia. Menos mal.
A ética religiosa cristã clássica sempre foi muito clara ao indicar que a moralidade de uma ação se baseia na intenção. Daí a possibilidade do perdão mediante arrependimento.
No entanto, esquece-se que muitas vezes a idéia na qual se baseia uma intenção define também a natureza de suas ações. Por exemplo: essa semana passada eu assisti “A queda: as últimas horas de Hitler” e gostei bastante, pois o autor resistiu à tentação de “demonizá-lo” como faz quase todo mundo que o retrata. Na minha opinião Hitler não era um “demônio” era um homem que se baseou em uma idéia errada (darwinismo social) e foi levado por esse ideal à intenções e ações mais-que-erradas....
Contudo, isso não é regra, a relação entre idéia-intenção-ação é muito mais complexa que minha malfadada exposição ...a ficção mesmo me leva a outro exemplo...assisti na sexta mesmo “Star Wars III: A vingança dos Sith”...e o conflito central do filme é justamente esse.. o jovem Anakyn motivado por uma boa intenção(salvar seu amor) sucumbe ao Lado Negro da Força...ou seja, uma boa intenção leva a ações erradas...
Porém, tudo isso pressupõe algumas questões a priori(redundância)....
Qual a natureza do bem e do mal?Eles(bem e mal) fazem parte da natureza das coisas? Ou podemos decidir por nós mesmos?Ou são apenas partes de uma cultura local?Não existem respostas lógicas....o que no entanto, não nos impede de perguntar....

Terça-feira, Maio 17, 2005

Voltei....

Ae meu povo....tô de volta....na área....se derrubar é penalty....
Eu prometi um post falando mal da vida dos capixabas num foi???
Mas não to afim não...
Dos capixabas eu só tenho a declarar que...
Eles são um povo “esquisito”...
Não que eles comam gafanhotos ou coisas do tipo....não é isso...eles são diferentes na medida que eles não têm nenhuma característica particular que os defina....tipo os baianos, paulistas, cariocas, mineiros, etc...tipo, características que a gente possa “estereotipar”...entenderam?
Talvez, seja essa a sua “característica”...não serem parecidos com ninguém...sei lá...ou não...não conheço todos os Estados brasileiros...
Para falar a verdade, o próprio Estado do ES é muito esquisito...é tão perto dos grandes centros financeiros do país..mas o nível de informação que temos dele é o mesmo de Roraima, por exemplo...ou seja, quase nenhum...
Falei que não ia falar dos capixabas e já falei p/ cacete...
Outra hora escrevo mais....fui

Rapidinhas...

# Ronaldinho e Cicareli se separaram....(quem chifrou quem???)

#Eu tirei a barba...to parecendo minininho de novo...rs

#Barça campeão.....ÚHÚÚÚÚ!!!!!!

#Minha irmã foi tirar foto de um cachorro e foi mordida....será que não se pode ter privacidade nem no mundo animal....devia ser cachorro do Paulinho Vilhena...rs

Quarta-feira, Maio 11, 2005

de viagem...

gostaria de avisar aos meus inúmeros(hã...rs) leitores..que estou de viagem...só volto semana que vem...to indo pro ES...vou ser padrinho de um casamento(chique não?)....
semana que vem eu volto com a programação normal..falando mal da vida dos capixabas...hehehehe
não fiquem tristes....rs
aqui em baixo eu postei um texto do Mário Quintana...ele é (muito) melhor q eu escrevendo..
portanto, faço minhas as palavras dele...o texto é bom..leia ae...
fui
até semana que vem...

Pra ser feliz...

PARA SER FELIZ
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num SPA cinco estrelas.E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.É o que dá ver tanta televisão.Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Mário Quintana

Domingo, Maio 08, 2005

Experiências antropológicas....

O (meu) conceito de “experiência antropológica” foi cunhado pelo meu grande amigo (Wagner) Titara...e se refere a todas aquelas experiências q não fazem parte do nosso cotidiano pequeno-burguês....como, por exemplo, ir a um terreiro de umbanda...ou assistir uma sessão(de exorcismo mesmo) na Igreja Universal....dentre outros...
Daqui por diante, vão ser normais por aqui...textos sobre “experiências antropológicas”...já q vivemos nesse muito louco onde culturas muito distintas se entrecruzam...e eu sou um pequeno-burguês convicto...
Nesse primeiro texto sobre experiências antropológicas..... vou relatar o q me aconteceu ontem....
Ontem, eu fui prestigiar, na Rural, a formatura de um amigo meu da época do Ctur...léo(mãozinha)...em Administração....
Muito bacana coisa e tal...mas o fato inusitado veio depois....
Logo após da formatura....eu, Titara, Adriano, Carla e Velho..havíamos ido p/ seropa..tomar umas cervas...
No entanto, um primo do velho havia se formado numa turma antes do horário da turma do meu amigo léo..e estava rolando uma festa..e tal...e nós é claro...não havíamos sido convidados...só o velho é claro....era primo...
Então tivemos a brilhante idéia de falsificar os ingressos e participar da boca livre...
Utilizando os dons de estelionatários do velho....xerocamos os convites e falsificamos as assinaturas dos convites...e fomos lá...na cara-de-pau...
Eu sei q vcs devem estar pensando...ahhh entrar de penetra em uma festa é coisa corriqueira normal...sim, mas não no nível de sofisticação em que burlaríamos as regras...
Entramos....e a festa tava boa mesmo...cerveja, tira-gosto....até whisky bebemos do pai do formando q já estava p/ lá de Bagdá....
Qdo então....fomos descobertos e expulsos da festa...
caraca ai..mó vergonha...foi uma vergonha eu diria ‘antropológica’..rs
O pior é todo mundo te vendo sair e fazendo aquela cara de tsc-tsctsc...
Bom, mas no final...comemos e bebemos por 10 centavos cada...
Saímos no lucro...não?
Não falei q eu era um pequeno-burguês convicto?rs
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