Sexta-feira, Abril 29, 2005

Acerca do último post e a arte da ficção...

No último post eu publiquei um (mini) conto....
Sim, após muita relutância minha, eu publiquei um conto meu...não que eu não goste de contos...eu adoro...o problema é que eu acho que escrevo ficção muito mal(não que eu escreva alguma coisa bem...mas ficção...pfff),não to querendo me rebaixar p/ receber elogios não..vou argumentar p/ provar-lhes meu ponto de vista...mas antes disso gostaria de tecer algumas considerações...
Primeiro, só publiquei o conto porque ele foi muito verdadeiro p/ mim como forma de expressão de um sentimento mesmo...tanto que eu acabei de escrevê-lo e o publiquei.... p/ fugir da tentação de engavetá-lo como fiz com tantos outros...
Segundo, esse blog não é uma ditadura não..se vcs não gostarem dos textos por favor entrem e comentem mesmo assim..ouviu Yama...
Viva a liberdade de expressão!
Terceiro e útlimo, apesar de não ser uma ditadura...quem manda nessa p.... sou eu...portanto, se eu sentir vontade de publicar outros contos podem estar certos de que eu vou publicar...rs

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vamos a arte da ficção....
Na ficção, contrariando a máxima de que “a primeira impressão é a que fica”, a arte de acabar uma história é muito mais importante e difícil que qualquer outra coisa...pelo menos p/ mim..
Não estou dizendo aqui...que uma boa história...não precise de um bom argumento ou um de um bom desenvolvimento...não é isso....mas, p/ mim, o que mais marca...é o final da história...ou a arte de acabar uma história...sim, isso é uma arte...
Vc pode muito bem se deparar com uma história muito bem contada, interessante...mas se o autor não souber acabar essa história..invariavelmente...vc se sente frustrado..
É como se fosse uma espécie de “falta de ética”...ele te “engana”durante o tempo da ficção(seja ela um filme, um romance, um conto...)..e te empurra um final “meia-boca”...oq influi decisivamente(e negativamente) no seu julgamento acerca da obra...oq te leva em muitos casos a cometer até mesmo algumas injustiças... te deixando com uma certa indisposição com o autor...uma animosidade mesmo...
Mário Quintana já dizia que o melhor jeito de acabar uma história é matando todos os personagens no final...desse ponto de vista... “Hamlet” beirou a perfeição..conclui ele...
Eu não sou tão radical assim...mas definitivamente eu não sei acabar histórias...sejam elas ficcção ou não....*

*Vide esse post q acaba pessimamente...

Terça-feira, Abril 26, 2005

(mini)conto: "madrugada do rei"

Era uma madrugada insólita...
A chuva caia fina, o vento gelado doía na alma e a solidão só não era maior porque o “rei” Roberto Carlos cantava baixinho no radinho de pilhas...
As canções do “rei” parecem que foram feitas para serem ouvidas de madrugada...elas assumem uma nova dimensão, se ouvidas nesse período do dia...assim pensava ele, enquanto os carros passavam misteriosos....ao seu lado...
Sentia-se num daqueles filmes americanos dos anos 50...
As madrugadas revelavam, para ele, uma faceta do mundo que os dias pareciam encobriam...os objetos respiravam, pelas ruas...e hoje, particularmente, tudo parecia gritar....os postes, as pedras, os buracos da pavimentação...tudo adquirira alma naquele espaço de tempo...e todas as coisas ditas “vivas” da natureza adormeciam como que se encantadas, por algum misterioso feitiço...
Se a lua tivesse saído hoje, veria um espetáculo incomum...pensou ele.
No entanto, estava sozinho...
Vendo seu sangue se misturando com a água que teimava em cair do céu...
Só o “rei” se fazia ouvir...

Sábado, Abril 23, 2005

O diabo é pai do rock....

“Diaaabo....o diabo é pai do rock...
é toque...
é rock...
é folk...
Diabo...foi ele mesmo que me deu o toque...
Pois...enquanto Freud explica as coisas...
O diabo fica dando os toques....”

O Diabo é o pai do rock...
Essa célebre afirmação foi feita por Raul Seixas na canção “Rock do Diabo”(q eu transcrevi um pedaço ai em cima)...
Eu sei q vários paranóicos ficam fuçando mensagens ocultas nas músicas... dizem q vários artistas fazem apologia ao cramulhão...e coisa e tal...porém, uma injustiça é cometida... pelo menos com essa canção...
Essa canção do mestre raulzito como muitas outras dele, apesar de parecerem simples e diretas... são carregadas de sarcasmo e ironia.... nos levando a muitos questionamentos e interpretações...
Primeiramente, esclareço logo p/ os cristãos de plantão...q ele não faz apologia a essa divindade negativa da religião de vcs...o diabo de raulzito é muito mais complexo...
É a própria inspiração...a inteligência e a genialidade humana q não se submete aos dogmas da sociedade ....
Isso fica claro no seguinte trecho:

“Existem dois diabos só que um parou na pista....
Um deles é o do toque....
o outro é aquele do exorcista...”


Esse diabo a qual Raul faz referência também pode ser interpretado..como o ícone de uma contracultura(pai do rock)...em contraponto a uma cultura oficial baseada na moralidade, na ordem e na religião... luta essa na qual o rock in roll..foi uma das máximas expressões nos anos 60 e 70 ...
Podemos perceber nesses versos também...a imensa ironia de raulzito...ele fala de dois diabos...o do toque(a inspiração)...e o do exorcista(cristão)...e fala q um parou na pista.....pelo sarcasmo marcante do magro abusado(definição própria)...podemos crer q ele está falando q é o do toque...já q a inspiração é artigo raro na cultura “oficial”...
Sem contar q na década de 50 qdo o rock começou a virar febre entre a juventude...o jeito lascivo e alucinado de cantar e dançar...chocava a sociedade conservadora q classificava aquele ritmo de “coisa do Diabo”...mais uma razão p/ ironizar...

....

Podemos observar nessa canção outro trecho q traz uma crítica aos dogmas culturais vigentes(naquela época)...

“mamãe disse ao Zezinho....
- nunca pule aquele muro!
Zezinho respondeu....
- mamãe aqui tá mais escuro!”

Sacaram???
A mamãe (sociedade) disse ao Zezinho (juventude) p/ não pular o muro e continuar no escuro...na mediocridade...mas o Diabo..incitou ele a quebrar a regra...e buscar o esclarecimento...
Interessante é q nos dias atuais....
Parece q a mamãe passou a perna no Diabo...(com todos os duplos sentidos possíveis..rs)

Quarta-feira, Abril 20, 2005

sobre a profundidade do voleibol....

eu prometi um post sobre uma letra de música... não foi? pois bem, não vou postá-lo agora não..fim de semana eu posto...vou postar sobre outra coisa....
bem, isso foi só p/ não ser tachado de mentiroso..ok?rs

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Eu nunca mais vou ver um jogo de voleibol da mesma maneira....
Sério....vou explicar porque....
terça-feira, 9 horas da manhã, praia vermelha, aula de psicologia da eduacação II...presencio o seguinte diálogo..de duas "colegas" da educação física(nada contra... viu gente...) :

-Caramba! hoje eu tenho q apresentar um seminário na aula de vôlei(???????)....
-É mesmo? sobre o q?
-Bloqueio defensivo(????????)....

nesse momento, entram várias outras garotas do mesmo curso, na sala, e iniciam uma acalorada discussão sobre a referida jogada....

-Qual a diferença entre o bloqueio defensivo e o ofensivo?pergunta uma...
-Um é com o braço assim(demonstra)...e o outro é com braço assim(demonstra novamente... a outra)
-Ah! mas é muito complicado de diferenciar os dois.....principalmente na hora do jogo!
-realmente essa é uma questão muito complicada!
-ihhh! acho q vou me ferrar!

Juro q eu tento não ter preconceito contra esse pessoal da educação física....mas foi engraçado o jeito quase filosófico...com q eles trataram esse "grande problema"....
No entanto, cada um com seu cada um...
Deixa pra lá....
A única coisa q eu sei é q nunca mais verei uma partida de vôlei com a mesma tranquilidade....pois sei... q sob a(suposta) inocência desse esporte....questões muito profundas inquietaram a mente humana....

Sábado, Abril 16, 2005

voltando à programação normal...

Voltamos à programação normal...semana q vem tem um post sobre uma letra de música...por essa semana...um post rápido sobre...
Ah... leiam ai...rs

Ontem eu assisti, no cinema, “Quase dois irmãos”... e corroboro com tudo q foi dito sobre a película (pelo menos o q eu li..) : é o melhor filme nacional lançado em 2005(até agora...)....
Sério...muito bom o filme...quem puder assista...
Eu, inclusive, posso até estar cometendo uma injustiça...mas achei o filme melhor q o impactante “Cidade de Deus” ...
Porq a comparação?
A temática é parecida...e a narrativa também...mas achei a discussão de “Quase dois irmãos” melhor... porém quero assistir novamente ao “Cidade...” p/ me certificar...


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Agora...
Trechos de conversas no ônibus ontem....

Conversa 1:

A: - ae...tá sabendo? chamar preto de preto agora dá cadeia...
B: - é... os negão lá do serviço tão tudo prosa...
C: - isso é uma palhaçada...aqui é todo mundo mestiço...
B: - Eu não!....eu sou branco!....
C: - pois eu sou Flamengo(????)....e tenho sangue de preto!...

Conversa 2:

C: - todo crente já foi safado antes de virar crente! Agora fica tudo ae se achando salvo!
A: - rapá...fica quieto senão tu vai arrumar confusão aqui!...

(sem comentários)

Segunda-feira, Abril 11, 2005

semana "trash"

Semana passada eu tive uma semana atípica (graças a Deus semanas assim são atípicas).
Atípica por alguns fatos “incomuns” (eu poderia usar a palavra “trash” p/ substituir “incomuns”) q me aconteceram e q me levaram a algumas reflexões...
Tudo começou na terça-feira...
Eu estava indo p/ a faculdade, ainda de madrugada (rotina dura...)..., de van....chovia fino....tudo aparentemente tranqüilo....até q no meio do caminho (na Av. Brasil).....não tinha uma pedra...tinha um motoqueiro....
Sim, a van em q eu estava bateu num motoqueiro...perdeu o controle e quase capotou...ficamos pendurados numa daquelas muretas q separam as pistas...sinistro...
A gente vê milhares de acidentes na ficção..mas nada se compara aqueles poucos segundos q eu vivi ao ver aquela van perder o controle....percebi q a gente não controla nada...q a vida é uma “coisa” tão frágil... q um simples acidente estúpido pode por tudo a perder...
Bem, sobrevivi sem nenhum arranhão...não...não morreu ninguém também não...menos mal...
O outro fato “trash” ocorreu na sexta-feira...
Um tio meu...faleceu...ele já estava doente havia uns 4 anos...havia sofrido um derrame e só piorara desde então...muito triste...
Bem, daí q eu passei o dia inteiro naquele ritual nada agradável de cemitério....velório...sofrimento da família...sepultamento...
Nossa q coisa chata...no entanto, comecei a pensar sobre o assunto...
Ernest Cassirer...havia dito certa vez q os homens deveriam ser classificados não como seres racionais...mas como seres simbólicos....
Criamos, segundo ele, uma segunda realidade...a despeito de toda realidade “física” q nos cerca....q é a realidade simbólica...revestimos todas as nossas ações de simbolismos...comer não é só se alimentar...dormir...não é só repor energias.....e quanto ao sexo....humm....esse então nem se fala.....está longe de ser só p/ reprodução(só a Igreja Católica não vê isso)...
Talvez tudo isso seja p/ nos diferenciarmos do resto dos animais...p/ afirmar nossa (suposta) superioridade....
No entanto, é justamente na morte q todo nosso sistema simbólico entra em choque...morremos...como todo o resto dos animais...morremos...e isso é tão traumático q precisamos da maior de todas as invenções simbólicas p/ superar esse fato....a religião...no nosso delírio megalomaníaco...inventamos um Deus...q é a nossa imagem e semelhança (será porquê??)...q garante q uma outra realidade pós-morte nos aguarda...q somos tão especiais q nossa “alma” é imortal...
É estranho..mas durante a vida não nos damos conta...ou não queremos nos dar...q vamos todos morrer...sim, todos nós sem exceção...vamos morrer..e cabe a cada um de nós escolher em q acreditar....se vamos p/ o “céu”, p/ o “inferno”, p/ qualquer outro “lugar”..ou......simplesmente......acabar...sim, pode ser q a morte seja simplesmente..... o fim...a inexistência....
No entanto, eu, como a maioria dos seres humanos, não quero nem cogitar essa hipótese.....
Pela minha sanidade mental....

Terça-feira, Abril 05, 2005

Que não daria eu também por essa idéia...

“Como um burrico mourejando à nora,
A mente humana sempre as mesmas voltas dá...
Tolice alguma nos ocorrerá
Que não tenha dito um sábio grego outrora...”
(Mário Quintana)

É engraçado qdo às vezes percebemos q coisas q nos pareciam únicas e pessoais...já foram vivenciadas por outras pessoas...oq nos dá a sensação de q nada na vida é tão original assim...(daí a epígrafe do mestre Quintana)....
Deixe-me explicar a situação: tudo aconteceu ao ler uma crônica (ADORO crônicas) da escritora Adriana Falcão (q apesar do sobrenome comum..não é da minha família...infelizmente) ...de nome “Que não daria eu por essa idéia”...onde ela faz referência a um poema do escritor argentino Jorge Luis Borges de nome “Elegia da lembrança impossível”(eu procurei o poema depois de ler a crônica e li..fantástico!).
Na crônica ela explica q o poema de Borges propõe um jogo inesgotável... “Que não daria eu por essa memória...” é como começa...daí ele lamenta a impossibilidade de se lembrar de momentos q não viveu mas gostaria de ter vivido...
Vou transcrever um pedaço da crônica...já q ela fala melhor do q eu... :

“As não-memórias de Borges relatam desde um discurso de Sócrates que ele não presenciou até uma declaração de amor que ele não ouviu de alguém o que tornaria uma certa aurora, talvez, a mais feliz de todas.
Enquanto todo mundo imagina um futuro, ele imagina um passado (...) (pois) qualquer futuro que se imagine não chega a ser impossível por mais improvável q seja.
Mas um passado que não aconteceu jamais terá acontecido. Por isso a brincadeira de imaginar para trás, em vez de imaginar para frente, é tão livre.”

Que não daria eu por essa idéia também....

O mais engraçado é q eu sempre imaginei p/ trás(mesmo antes de ter consciência disso)....por isso a identificação com a crônica da Adriana e o poema de Borges...
Imaginar possibilidades infinitas....imaginar um passado q mudasse o presente...é estranho...tem coisas q eu imaginei tanto q aconteceram..q eu já não sei mais distinguir se elas aconteceram ou não....não consigo mais distinguir a linha tênue entre a realidade e a ilusão...
Eu sei q pode parecer meio q covardia ....se voltar mais p/ o passado do q p/ o futuro... no entanto, é no passado q está a nossa identidade...tudo q nós somos hoje...é fruto desse passado...por isso o futuro depende tanto do passado....pois um presente q é subordinado a um passado...subordina logicamente o futuro a esse presente...nossa q complicação..é melhor parar por aqui...
Agora vou listar algumas possibilidades q não aconteceram....a exemplo de Borges... :
Que não daria eu pela memória.....
De um menino menos tímido..mais bonito...mais inteligente...q eu nunca foi...
De um show dos Beatles em Liverpool... ou do Pink Floyd...ou do Raul Seixas...
De um curso de cinema...
Da melhor crônica q eu nunca escrevi...
De uma conversa com o Mário Quintana numa tarde por aí...
De um encontro com o Borges e com a Adriana onde os três riríamos dessa coisa louca q é imaginar um passado q nunca aconteceu...

Sexta-feira, Abril 01, 2005

Sobre referências e a Terra do Nunca....

Hoje eu assisti a “Em busca da Terra do Nunca” e quis escrever esse post...e estou com dificuldades....eu tenho meio q uma dificuldade em escrever...não em escrever propriamente, mas em organizar idéias...as idéias, elas surgem como hiperlinks na minha mente...conceitos q se ligam...vivências, conversas, filmes, livros, músicas, aulas...tudo se mistura e não consigo dar uma organização formal(eu tive uma aula sobre lógica formal muito interessante essa semana..tá vendo?referências...) a todo esse conteúdo...
Portanto não reparem se eu fugir do assunto inicial...como eu fiz agora q ia falar sobre o filme e acabei entrando no assunto da expressão das minhas idéias...ok?
Bem, vou tentar falar do filme e de todas as referências q ele me suscitou....tentando dar a isto uma certa organização formal... vou começar falando sobre o filme....
O filme mostra a história do escritor q criou o “Peter Pan”(aquele menino q nunca cresce)...de uma forma poética... o filme é muito bonito tanto do aspecto estético das imagens cinematográficas tanto como do aspecto humano ....já q aborda questões muito interessantes e q é onde começa o sarau de referências...
A primeira referência é na verdade uma própria auto-referência de si mesma q algumas obras ultimamente vem demostrando... na arte e no cinema, principalmente, tratando do tema do próprio processo de criação..como por exemplo “Adaptação”....ou dos percursos da imaginação como “Peixe Grande”e “Forrest Gump” isso tudo me remete a um artigo q li essa semana num jornal independente(taí outra coisa q adoro: esses jornais independentes...assunto q tratarei em outros posts) chamado “Rio Letras”...o artigo chamado “Cinema e Memória: imagens da lembrança” foi escrito pela professora Deise Dantas Lima e chamou a minha atenção para o fato de a memória ser um assunto constante de muitas películas recentes....como por exemplo... “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, “O filho da noiva”, “Amnésia”, Cine Majestic” e “Cidade dos sonhos” entre outras....
Esse interesse sobre a memória não é aleatório.....é uma característica do nosso tempo...eu sei q isso é uma coisa óbvia... mas além de uma característica a memória é um problema do nosso tempo pois com a aceleração da história nas sociedades “quentes”(Lévi-Strauss) a memória virou um verdadeiro problema....pois... como se lembrar de tudo q vivemos? Se vivemos cada vez mais coisas e em menos tempo.....alguém ai seria capaz de se lembrar de tudo q viveu no último ano sem deixar escapar nada? É complicado....alguns dizem até q a memória morreu e tivemos cada um q virarmos historiadores de nós mesmos..daí erigirmos lugares de memória(Pierre Nora)....
Bom, dei essa volta toda e volto finalmente ao filme....será q toda essa preocupação com a imaginação não seria também um sinal dos tempos???? Um alerta p/ não deixarmos de acreditar nos sonhos..eu sei q isso parece papo de auto-ajuda...mas é sério..cada dia mais...a realidade vem carregada de desesperança...não vemos a luz no fim do túnel...ao contrário do início da modernidade...o futuro não acena p/ nós com uma possibilidade de dias melhores...
Por isso eu amo tanto o cinema...o cinema p/ mim é o lugar da experimentação do sonho...tanto dos bons como dos pesadelos...
Não sei se dei conta de todas as referências...mas com a mensagem do filme eu termino esse post gigantolesco....q cada um possa encontrar a sua “Terra do Nunca”....
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